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ISMAT
MANIFESTO.
Chamado por lei a assumir o Governo da Provincia de Macao, Timor, e Solor em consequencia da morte do Governador d'ella o Exmo. Conselheiro João Maria Ferreira do Amaral, barbara e traiçoeiramente, assassinado na tarde de 22 de Agosto ultimo, este Conselho se tem visto desde então a braços com a mais requintada má fé, que tem já mais characterisado a marcha de algum governo conhecido. Investigar cuidadosamente a origem do attentado atroz e brutal de que resultou o barbaro assassinio da Primeira Authoridade da Provincia; conhecer os authores e os principaes fautores d'aquella diabolica conspiração, e descobrir os perpetradores e cumplices d'aquelle abominavel crime; promover finalmente por todos os meios ao seu alcance o conhecimento exacto e perfeito de todas as circunstancias do deploravel acontecimento, que lhe poz nas mãos as redeas d'este Governo, eis aqui os cuidados de que logo se occupou o Conselho, desde o primeiro instante em que lhe coube a gerencia dos negocios publicos da Provincia, na noite de 22 de Agosto proximo findo.
Tendo sido o crime commettido por subditos chinezes, que, depois de o perpetrarem, se refugiaram ao abrigo do territorio do dominio do seu Governo, como immediatamente se soube, pelo testemunho do Ajudante d'Ordens, que ia em companhia do Governador, e foi tambem accommettido; derribado do seu cavallo; e ferido na mesma occasião, as diligencias todas que tinham de ser empregadas por parte deste Conselho, se limitavam a reclamações dirigidas ás authoridades chinezas; as quaes comtudo, bem longe de coadjuvar, como lhes cumpria, os esforços do Governo portuguez, parecem não ter querido mais que oppor entraves e embaraços, que completamente os inutilizassem, e empecessem o exacto conhecimento da verdade.
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ismat
MANIFESTO.
Chamado por lei a assumir o Governo da Provin cia de Macao, Timor, e Solor em consequencia da mor- te do Governador d'ella o Exmo. Conselheiro João Maria Ferreira do Amaral, barbara e traiçoeiramente, assassi- nado na tarde de 22 de Agosto ultimo, este Conselho se tem visto desde então a braços com a mais requintada má fé, que tem já mais characterisado a marcha de al- gum governo conhecido. Investigar cuidadosamente a origem do attentado atroz e brutal de que resultou o barbaro assassinio da Primeira Authoridade da Provin- cia; conhecer os authores e os principaes fautores d'- aquella diabolica conspiração,e descubrir os perpetradores e cumplices d'aquelle abominavel crime; promover final- mente por todos os meios ao seu alcance o conhecimento exacto e perfeito de todas as circunstancias do deplora- vel accontecimento, que lle poz nas mãos as redeas d'es- te Governo, eis aqui os cuidados de que logo se occupou o Conselho, desde o primeiro instante em que lhe coube a gerencia dos negocios publicos da Provincia, na noite de 22 de Agosto proximo findo.
Tendo sido o crime commettido por subditos chine- zes, que, depois de o perpetrarem, se refugiaram ao a- brigo do territorio do dominio do seu Governo, como im- mediatamente se soube, pelo testemunho do Ajudante d'Ordens, que ia em companhia do Governador, e foi tambem accommettido; derribado do seu cavallo; e ferido na mesma occasião, as diligencias todas que tinham de ser empregadas por parte deste Conselho, se limitavam a re- clamações dirigidas ás authoridades chinezas; as quaes comtudo, bem longe de coadjuvar, como lhes cumpria, os esforços do Governo portuguez, parecem não ter querido mais que oppor entraves e embaraços, que completamen- te os inutilizassem, e empecessem o exacto conhecimen- to da verdade.
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